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Fabio Adour e a Tocata para violão no Prelúdio 21 – Música do Presente

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No último dia 31 de agosto de 2019, o Prelúdio 21 recebeu o violonista Fabio Adour para o seu recital de agosto.

Fabio Adour é um dos mais importantes violonistas brasileiros, pela sua impressionante desenvoltura técnica e o seu envolvimento com repertório inovador e desafiador.

Fabio Adour e Prelúdio 21

O concerto do Prelúdio 21 contou com obras de seus seis integrantes – Alexandre Schubert, Caio Senna, José Orlando Alves, Marcos Vieira Lucas e Neder Nassaro.

O repertório me impressionou (não conhecia todas as peças) e foi aventado de fazermos um CD com as obras, inclusive do compositor já falecido, Sérgio Roberto de Oliveira, que foi homenageado com a execução da obra “Madureira”.

Minha obra, Tocata (2011), foi tocada pela primeira vez pelas mãos desse brilhante intérprete amigo e colega no ABSTRAI Ensemble, no grupo de pesquisa Performance Hoje e na Graduação e Pós-Graduação da UFRJ (PPGM-UFRJ). Foi um momento especial, pois a execução foi brilhante e extremamente musical. Tocata já foi tocada com perfeição por vários intérpretes, mas foi uma satisfação muito grande ver o intérprete de Suarabácti, minha outra peça para violão, dar a mesma vida e impulso para essa obra mais recente.

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Estreia de Ika na Série Prelúdio 21 – Música do Presente

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No próximo sábado, dia 10 de agosto, irei fazer, junto com o meu amigo pessoal, o trompista Sávio Faber, a estreia de Ika, para trompa e eletrônica.

O concerto faz parte da série Preludio 21 – Música do Presente, e terá a estreia de mais cinco peças, totalizando a autoria dos compositores do grupo – Alexandre Schubert, Caio Senna, José Orlando Alves, Neder Nassaro e Marcos Lucas, todas para trompa solo ou com acompanhamentos.

Ika é o nome da flauta sagrada mais importante da cultura Bororo, povo ameríndio que atualmente ocupa reservas no norte do Mato Grosso. A cultura Bororo têm vários gêneros musicais e uma rica gama de instrumentos. Estive lá há alguns anos, a convite do meu amigo e compositor Roberto Victorio, para aprender a tocar as flautas Bororo com o mestre de canto, Helinho, e fiquei muito impressionado com toda a experiência, tanto musical quanto pessoal. Depois disso, fui o primeiro branco a apresentar a flauta sagrada fora da tribo, na peça magistral de Roberto Victorio, Trilogia Bororo, que integra instrumentos de várias etnias, instrumentos de concerto e a eletrônica.

No momento em que a existência dos povos originários da América do Sul encontra-se ameaçada, Ika acabou por tornar-se, de forma não intencional, em um canto de lamento e guerra contra as forças insanas de destruição que tomaram conta do mundo neste momento.

Prelúdio 21 - Música do Presente - Savio Faber, trompa
Seis estreias de obras contemporâneas brasileiras (Alexandre Schubert, Caio Senna, José Orlando Alves, Neder Nassaro, Marcos Lucas, Pauxy Gentil-Nunes)
10 de agosto - 15 horas
Teatro do Centro Cultural da Justiça Federal 
Av. Rio Branco, 241 – Centro (Cinelândia) - Rio de Janeiro
Entrada Franca