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A página do grupo de pesquisa PArtiMus está no ar. Formado por artistas de diversas áreas e competências, o grupo de pesquisa se propõe a desenvolver um trabalho no campo da pesquisa artística. Suas produções se desenvolveram desde o ano de 2017, a partir de outros grupos, e convergiram para uma proposta mais definida em 2022, com o registro do grupo no diretório do CNPq. Partimus é uma palavra latina em terceira pessoa do plural que significa compartilhamento e distribuição e refere-se à proposta do grupo, de compartilhamento de conhecimento e processos artísticos.

A principal metodologia aplicada é a autoetnografia, principalmente em sua modalidade Colaborativa. Isso significa um compromisso com a transparência e a troca entre seus membros, assim como com o contexto cultural e político do país e do mundo.

As pesquisas desenvolvidas refletem esse caráter colaborativo, envolvendo interesses diversos. Por exemplo, a quebra dos limites entre composição e performance, assim como suas interações e seus impactos na criação e na experimentação musical. As questões da superfície musical, como a textura, a instrumentação, o timbre, a espacialização, todas consequências do desenvolvimento da Análise Particional, que em 2023 completa 20 anos de produções artísticas e acadêmicas. A estruturação musical apoiada por sistemas computacionais, e alimentada pelos mesmos, em análise e geração de materiais musicais. A sonificação e a reflexão artísticas como meio de colocar em evidência questões ligadas à sobrevivência da humanidade, tanto subjetiva quanto objetiva, consequências de um sistema econômico em fase de esgotamento.

O detalhamento e atualização das atividades do grupo encontram-se no link abaixo. Convido a todos para uma visita à página para conhecer o nosso trabalho.

PArtiMus – Pesquisa Artística em Música – Criação e Experimentação.

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No próximo sábado, dia 10 de agosto, irei fazer, junto com o meu amigo pessoal, o trompista Sávio Faber, a estreia de Ika, para trompa e eletrônica.

O concerto faz parte da série Preludio 21 – Música do Presente, e terá a estreia de mais cinco peças, totalizando a autoria dos compositores do grupo – Alexandre Schubert, Caio Senna, José Orlando Alves, Neder Nassaro e Marcos Lucas, todas para trompa solo ou com acompanhamentos.

Ika é o nome da flauta sagrada mais importante da cultura Bororo, povo ameríndio que atualmente ocupa reservas no norte do Mato Grosso. A cultura Bororo têm vários gêneros musicais e uma rica gama de instrumentos. Estive lá há alguns anos, a convite do meu amigo e compositor Roberto Victorio, para aprender a tocar as flautas Bororo com o mestre de canto, Helinho, e fiquei muito impressionado com toda a experiência, tanto musical quanto pessoal. Depois disso, fui o primeiro branco a apresentar a flauta sagrada fora da tribo, na peça magistral de Roberto Victorio, Trilogia Bororo, que integra instrumentos de várias etnias, instrumentos de concerto e a eletrônica.

No momento em que a existência dos povos originários da América do Sul encontra-se ameaçada, Ika acabou por tornar-se, de forma não intencional, em um canto de lamento e guerra contra as forças insanas de destruição que tomaram conta do mundo neste momento.

Prelúdio 21 - Música do Presente - Savio Faber, trompa
Seis estreias de obras contemporâneas brasileiras (Alexandre Schubert, Caio Senna, José Orlando Alves, Neder Nassaro, Marcos Lucas, Pauxy Gentil-Nunes)
10 de agosto - 15 horas
Teatro do Centro Cultural da Justiça Federal 
Av. Rio Branco, 241 – Centro (Cinelândia) - Rio de Janeiro
Entrada Franca